Psicografia para Iniciantes: Sintomas, Dores e Dúvidas que Ninguém Te Conta

chacra umeral

A psicografia costuma ser bastante romantizada atualmente como o modo mais fácil de obter notícias dos familiares que desencarnaram. Mãezinhas, outrora filhas e filhos, esperam ansiosos nas filas dos centros espíritas, com os corações aflitos, esperando uma notícia, um alento para tornar os dias mais suportáveis, longe daqueles que agora habitam o mundo espiritual.

Segundo O Livro dos Médiuns, capítulo XV, “Médiuns Escreventes ou Psicógrafos”, de todos os meios de comunicação, a escrita manual é a mais simples, a mais cômoda e a mais completa. Seguindo a ideia de Kardec, uma escrita psicográfica é a transcrição de um pensamento do espírito por meio de uma ligação mental e fluídica do médium durante o trabalho.

Essa troca fluídica acontece por diferentes métodos:

Escrita mecânica: o espírito controla a mão do médium por meio de processos de troca fluídica, e o médium não tem controle nem sabe o que está sendo escrito. Um exemplo de escrita mecânica é a do médium Francisco Xavier, que psicografou mais de 400 livros; mesmo tendo pouco estudo, as mensagens ditadas ao médium tinham cunho científico sobre assuntos que o próprio médium desconhecia.

Escrita semimecânica: as palavras ditadas surgem no momento da escrita, e o médium precisa controlar os pensamentos para conseguir colocar os sentimentos e as ideias no papel.

Escrita intuitiva: as ideias aparecem na mente do médium, mas ele precisa organizá-las para colocá-las no papel. Pode haver interferência do médium, que organiza a linguagem e a ortografia corretamente. Pode-se dizer que vários escritores e compositores têm grandes inspirações espirituais, produzindo obras que mexem com a emoção da humanidade, trazendo o melhor de si.

Quando o médium começa a desenvolver a prática mediúnica da psicografia, surgem grandes dúvidas no processo, porque a escrita em si traz grandes desafios. O grande desafio em si é a moral: quando o médium trabalha se melhorando internamente, buscando o melhor de si e tentando controlar suas sombras e más inclinações, ele abre o caminho mediúnico para espíritos que também procuram evoluir. Quando o médium ignora a sua moral e ética, junto com a vaidade e o ego, ele abre a porta para a companhia de espíritos de baixa vibração e zombeteiros. Por isso devemos trabalhar a vaidade em si; ela é uma arma que pode derrubar um médium em um trabalho mediúnico. Devemos nos lembrar de que somos apenas um canal por onde passam as informações do mundo espiritual. Às vezes pode-se psicografar um belo poema ou mesmo uma canção, mas nunca devemos esquecer que não foi o médium quem escreveu aquele trabalho; ele apenas recebeu a informação. O crédito é do amigo espiritual, que muitas vezes nem se apresenta.

No começo do desenvolvimento da psicografia, temos muita insegurança e dúvidas; é um processo difícil e lento de autoconfiança em si mesmo e nos amigos espirituais. Sempre surgem dúvidas se aquilo é seu ou se é algo que foi trazido. A dúvida em si às vezes é boa, porque, em geral, todos temos dúvidas; quem não tem dúvidas está com o ego bem inflado.

Temos que relaxar e deixar a escrita fluir; no momento da escrita, o recomendado é não corrigir as palavras, porque pode-se perder no processo. No final da escrita, é indicado fazer a correção para um melhor entendimento.

No início do desenvolvimento, a letra pode sair feia, sem compreensão, mas isso faz parte do processo. No começo, as mãos podem ficar rígidas durante a escrita; com o tempo, fica mais fácil. Pode-se ter dores e formigamentos nas articulações das mãos, no dia a dia, fora do trabalho mediúnico. Dores fortes nos pulsos e no ombro do lado da mão da escrita. Essas dores ninguém nunca compartilha nem fala; nunca se ouve falar desses sintomas no corpo físico. Por isso, muitos pensam que é um processo fácil e até mágico, mas não é — temos esses pequenos detalhes que nunca li em lugar nenhum. É um processo também cansativo para o médium; a troca fluídica é bem intensa. Por isso, a importância de cultivar bons pensamentos e boas vibrações, para que a espiritualidade trabalhe junto, aliviando esses processos dolorosos no corpo físico e espiritual.

O Chacra Umeral

O chacra umeral é de grande importância na psicografia, pois é nele que, quando ativado, recebemos as informações do mundo espiritual. Durante o processo mediúnico, sentimos um formigamento e, depois, ele esquenta. Ele também é responsável por outros processos mediúnicos, dos quais vamos falar em outro momento. Ele é como um portal para o mundo espiritual.

O Servir

O processo mediúnico é um caminho de servir ao próximo junto com a espiritualidade amiga, sendo canal daqueles que não têm mais voz.

O Cuidado

Ter paciência e resiliência, pois não é um caminho fácil; o seu papel como médium psicógrafo pode não ser um caminho grandioso. Grandes médiuns psicógrafos que passaram por aqui tiveram grande humildade, cumprindo o seu papel.

Você, como médium psicógrafo, talvez não tenha o papel de trazer cartas consoladoras que fazem famílias chorarem; às vezes, pode ser que não seja para você escrever grandes livros que vão lhe dar notoriedade, mas pode ser que o seu papel seja o de receber pequenos recados de espíritos que estão em tratamento no mundo espiritual e precisam desabafar sobre o que os prende ao mundo físico. Às vezes, o seu papel é um papel simples, numa pequena casa espírita, dando voz àqueles que não conseguem se expressar pela fala — o simples fato de desabafar já os ajuda a subir mais um degrau na própria evolução.

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